
NICOLAU CHIAVARO NETO - Mestre em Teoria Literária que escreveu a Introdução do Livro Almas aos Corpos de Euclides Jacir Busatto.
Professor Nicolau Chiavaro Neto, nasceu em Gravataí, em 12 de julho de 1935, e faleceu na mesma cidade, em 12 de agosto de 1990.
Personagem marcante e inesquecível na história de Gravataí. Prestou relevantes serviços à sua querida cidade natal, especialmente no que se refere à educação, seja como Professor ou como Secretário de Educação do Município.
Seu carinho e sua preocupação com crianças e jovens, podem ser comprovados, através de sua inspiração na formação da Associação do Bem-Estar do Menor de Gravataí (ABEMGRA), na colaboração com a constituição da Apae de Gravataí, e especialmente, através de sua dedicação ao Movimento Escoteiro de Gravataí, onde foi fundador, ao criar em 1964, o Grupo Escoteiro Murialdo. Grupo este, ao qual, dirigiu até sua morte.
O Jornalista Cláudio Wurlitzer descreveu quem foi este excepcional cidadão gravataiense, nascido em 12 de julho de 1935, nas seguintes palavras:
Professor Nicolau Chiavaro Neto, nasceu em Gravataí, em 12 de julho de 1935, e faleceu na mesma cidade, em 12 de agosto de 1990.
Personagem marcante e inesquecível na história de Gravataí. Prestou relevantes serviços à sua querida cidade natal, especialmente no que se refere à educação, seja como Professor ou como Secretário de Educação do Município.
Seu carinho e sua preocupação com crianças e jovens, podem ser comprovados, através de sua inspiração na formação da Associação do Bem-Estar do Menor de Gravataí (ABEMGRA), na colaboração com a constituição da Apae de Gravataí, e especialmente, através de sua dedicação ao Movimento Escoteiro de Gravataí, onde foi fundador, ao criar em 1964, o Grupo Escoteiro Murialdo. Grupo este, ao qual, dirigiu até sua morte.
O Jornalista Cláudio Wurlitzer descreveu quem foi este excepcional cidadão gravataiense, nascido em 12 de julho de 1935, nas seguintes palavras:
"Viveu amando a
todos. Morreu, querido por todos!"
"O mago das palavras,
o mestre de uma vida dedicada à educação, um ser humano de uma visão muito
clara sobre a vida e sobre a morte, um sábio que sustentou idéias além de seu
tempo, uma pessoa de enorme capacidade criativa, uma pessoa boníssima, de um
sentimento humanitário incrível... Assim era Nicolau Chiavaro Neto, pai de
muitas idéias e ideais, que cumpriu de maneira ímpar sua missão educadora pelos
caminhos que trilhou. Foi assim na sala de aula, foi assim dirigindo a
Secretaria da Educação de Gravataí, foi assim nas ações comunitárias junto ao
Lions Clube. Foi assim ao inspirar e ajudar a formar a Associação do Bem-Estar
do Menor. E, antes de tudo isso, foi assim ao criar, incentivar e dirigir o
movimento escoteiro na cidade."
"De clareza,
transparência e autenticidade em cada gesto, Nicolau deixou lições que o tempo
não ousou apagar, nem mesmo passados 14 anos de seu distanciamento da Terra.
Como se ele aqui estivesse, ainda é possível lembrar de expressões marcantes de
sua eloqüência. Quem não o escutou parafraseando Fernando Pessoa? Quando ele
concluía um pronunciamento dizendo “sempre vale a pena quando a alma não é
pequena”, Nicolau tinha a noção exata de que, como um segundo pai, que
conseguira ser para muitos discípulos, dentro e fora das salas de aula, a
caridade poderia ser prestada até mesmo através de um simples sorriso. E quando
citava Saint Exupéry, a singeleza de “O Pequeno Príncipe” transcendia ao
ensinar que “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. E
num aceno de mão, num sorriso ou até mesmo numa cara amarrada, que ele bem
sabia apresentar, quando necessário, o mestre transmitia bondade. Bondade que
sabia passar, mesmo quando a resposta era um categórico não."
"Nicolau gravou
corações com seu grande senso de justiça, ponderando sempre com base no que
seria correto e ético. Para falar do coração, o mestre também recordava o
escritor francês ao afirmar que “só se vê bem com o coração, pois o essencial é
invisível aos olhos”. Queria dizer, e dizia, que o ser humano precisa ter a
capacidade de entrar no coração das pessoas para melhor conhecer, julgar,
admirar e amar. E essa capacidade de entrar no coração das pessoas ele
tinha."
"Nicolau foi grande
até na morte, com a compreensão de que um dia seu tempo passaria. E ele escreveu
isso, sem pena de si próprio: “Um dia minha pena passará; um dia minha pena não
mais escreverá; um dia minha pena será leve pluma a andejar num prado; um dia
minhas penas serão travesseiros acariciando as cabeças dos meus amores”. Ao ser
grande até na morte, Nicolau pediu aos amigos que, ao invés de gastarem com
coroas de flores, comprassem livros para a biblioteca dos escoteiros ou
qualquer outra biblioteca. Se isso não bastasse, teve a coragem de escrever o
próprio epitáfio. E nele, em Latim, que tanto admirava por ser uma língua que
em poucas palavras dizia muita coisa, o mestre passou a derradeira lição:
“Laetitia maxima medicina laeti estote”, isto é, “sede alegres, pois a alegria
é o melhor remédio para todos os males”."
Jornalista Cláudio Wurlitzer
* Texto transcrito da
Revista Evidência no Encarte Especial
Comemorativo aos 40 anos do Grupo
Escoteiro Murialdo.
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