domingo, 6 de novembro de 2016

O HOMEM-DEUS.

O que quer que tira um homem do seu pequeno ego
e o refunde em seu Eu Maior, mesmo por um instante,
é a ativação da GNOSE ESPIRITUAL em seu âmago.

Esse IMPULSO DIVINO pode ser transmitido
pela compreensão de palavras escritas ou faladas,
ou totalmente sem mediação de palavras
como entendemos(por meio das inteligências
aladas que não têm voz para ouvidos físicos,
mas que falam a linguagem universal da alma.

E qual é o significado deste mistério?
Como pode alguém avaliar essa riqueza de significado;
esse VALOR TÃO INESTIMÁVEL,
QUANDO O ESPÍRITO DE DEUS,
O DIVINO SOPRO,começa a se refundir,
automaticamente, na essência do ser humano ?

Como poderemos estimar esse bem
em quaisquer termos de avaliação humana,
quando todos esses termos já foram exauridos
na apreciação do simples dom da Vida,
mesmo em sua modalidade de vida-na-morte
e morte-na-vida, a que os homens se apegam
como a mais preciosa de suas posses ?

Refletimos sobre a incessante canção que a Natureza
canta em louvor á vida; á Vida, mesmo em suas fases
conhecidas, do vegetal ao homem; à alegria da Vida,
quando ela navega pelas veias físicas; e, depois,

pensemos nessa Vida, não mais como inconsciente
ou subconsciente, mas, como impregnada da Luz
da verdadeira inteligência, fazendo assim nascer,
no âmago da essência do homem,
UMA MARAVILHA, UM SER DE NOVA NATUREZA;
UM HOMEM-DEUS;

dotado de poderes e faculdades,
que, por sua própria natureza, canta uma canção
infinitamente mais sábia do que a que qualquer
homem  pode cantar, na apreensão do valor e significado
do que é verdadeiro;não em louvor exclusivo
a algum bem escolhido, segundo a limitada
noção do homem quanto ao que é bom e o que é mau;

e sim em louvor às coisas como elas realmente são,
numa canção natural que tem de ser cantada,
desde o momento em que mesmo a possibilidade
desse significado começa a ser apreendida,
e os segredos do Divino Propósito começam a revelar
sua oculta presença em todas as coisas( boas e más,
para as dualidades de bom e mau que chamamos de homens).

Do livro Algumas Reflexões Místicas de  G.R.S. MEAD.

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