domingo, 14 de outubro de 2018

SOBREVIVÊNCIA

Ando garimpando no fundo do mar
o amor que me ensinou a nadar.

Amar o mar, amar a morte;
amar a migalha, a sobra, a carne
de quem me afogou sem dó,
sem piedade, sem remorso?

Minha alma sobrevivera ao dilúvio
do tempo de Noé
e a minha fé sempre foi,
sempre é arca, aliança
com o Senhor
de todos os Exércitos.

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