O tempo que me devora rapidamente
Quer acabar comigo o quanto antes.
O tempo que come meu corpo procura
A minha alma para conhecê-la mas
Não consegue encontra-la em lugar algum
E fica mais faminto de minhas carnes.
O tempo de minha vida é muito voraz
E consome tudo quanto tento guardar
Para o meu futuro. O tempo então ri,
faz sátiras de mim, e me diz que o meu
Futuro é um túmulo frio, escuro ou uma
pequena urna de cinzas fruto da cremação
De meu corpo tombado por ele, o tempo;
Porém ai sou eu que dou ao tempo o troco:
Digo-lhe que finalmente estarei livre dele
E minha alma eterna tempo algum mata.
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