domingo, 11 de abril de 2021

Entre Dilúvio e Desertos

 Tentei poetar

mas não consegui.

Deixarei a noite 

dormir em mim

por interesse próprio.

Talvez a lua, as estrelas

energizem minha alma

para que amanhã de manhã

eu acorde sendo sol,

sendo luz para todas as trevas

que me impedem 

de ser feliz,

de ser de fato um poeta

capaz de louvar a Deus

em todos meus pensamentos,

palavras e ações.

Você, amada, que fugira do meu amor,

ainda na Arca de Noé,

naqueles dias  diluviais ,

agora tornou-se deserto 

apenas por medo arquétipo de água,

por medo doentio de chuvas.

Saiba que eu continuo o mesmo:

Sou ainda do signo de escorpião,

regido pelo elemento água...

adoro água, água da fonte,

água de cachoeiras, 

água de rios, água de mares,...

Onde tem água, sinto-me praia.

Mas você , amada, sempre teve mede

de tomar banho de chuva

por medo de raios....

O único medo que tenho

é em não viver por medo de vírus,

de políticos ditadores

 que obrigam-me

a ficar em casa, a morrer em casa...

sem praia, sem barco, sem Arca;

sem Disco-Voador para sumir

dessa terra-prisão.


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