sábado, 22 de novembro de 2014

MORTOS EM VIDA

Andamos de carona, na garupa da vida
Andamos sem rumo, moribundos
E  achamos que somos vivos.
Andamos  com medo e angústia,
Rastejamos como répteis
Sobre a matéria suja de sangue.

Andamos como máquinas,
Como  seres sem graça, sem alma.
Andamos na ferrugem, nas cinzas
Da  sociedade cínica,injusta, violenta.

Andamos apressados, sem tempo
Cada vez mais estressados, violentos.
Andamos sem paz, sem amor
E já estamos mortos em  vida.






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