terça-feira, 11 de novembro de 2014

RUMO AS ESTRELAS


Apesar de toda a escuridão
Dos dias de hoje,
Não anoitecerei amargo.
Vou resgatar
Do mais profundo abismo
A única riqueza que me basta:
O entusiasmo, outro amanhecer.
Não preciso mais carregar
Materialidades  que só me cansavam
E  me tornavam vagaroso e áspero.
Agora posso ter a leveza e a doçura de um pássaro

E, enfim, tomar o rumo das estrelas.
O que me fizeram mal
desde já ficam perdoados
e aqueles que me fizeram o bem
divido com eles
liberdade e inocência.


(Do Livro Almas aos Corpos de Euclides Jacir Busatto)

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