Na minha infância entre sangas e matos
Numa tarde de verão infeliz, trágica
Perdi num instante toda minha inocência
Ao matar um pequeno pássaro.
Desde então passei a viver
Com o peso da culpa,
Perdi as asas, a leveza
Da minha bucólica adolescência.
O tempo não prescreve meu crime,:
Quarenta anos depois, ainda sinto remorsos
E faço versos e vôos tentando, em vão,
Ressuscitar o pássaro que matei
Com minhas mãos de pedra..
Depois de quatro décadas,
ainda não consigo sepultar
Na minha consciência
O corpo do pássaro
que eu matara na sua infância
A minha...
E agora que estou velho
Em plenos cabelos brancos
Descobri verdades supremas:
VIVER É UM VOO DIVINO
E nossas mãos tão úteis
Foram feitas para proteger a vida,
Nunca, jamais, para matá-la ou agredi-la
VIVER É UM VOO SUPREMO
QUE NEM DEUS INTERROMPE.
(Viver é um voo supremo
que DEUS colabora).
PELO SACRIFICIO DO PÁSSARO A MÃE NATUREZA TE PEDE O SACRO+OFICIO DE TRAZER ALMAS AOS CORPOS E ENSINA-LAS ENSINA-LAS A VOAR
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